segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Tempo Certo...


Será que existe mesmo esse tal de tempo certo para as coisas acontecerem ou deixarem de acontecer?
Não sei dizer ao certo... é meio complicado....
Ás vezes estamos num momento tão bom e quando algo ruim atrapalha isso nos perguntamos: -Por que isso tinha que acontecer comigo e justo agora? Ou - Por que eu tenho que passar por coisas ruins de novo?... Muitos lhe dizem que se isso aconteceu, era porque tinha que acontecer, que por trás da tristeza trazida por essa nova “prova” haverá uma lição para ser aprendida e obstáculos a serem superados para que o seu momento bom volte. Mas será mesmo que era necessário acontecer? Era necessária mais tristeza para que se pudesse aprender mais?
Certa vez li a seguinte frase: “Independente de a situação ser muito boa ou muito ruim, uma hora ela muda”. E muda mesmo, sempre muda....
Ás vezes também quando “perdemos” algo e ficamos muito mal, ficamos esperando, sonhando, desejando tanto que certas coisas aconteçam (e essa espera se estende por meses, longos meses) até que, quando já estamos bem, já superamos tal situação, aquilo que você queria tanto que acontecesse, acontece.  Será que era o tempo certo mesmo para acontecer? Por que agora que já foi superado?... Isso nos deixa tão confusos, por que no fundo temos medo da resposta do real motivo de estar acontecendo naquele momento e também temos medo de que aquela dor sentida por muito tempo, simplesmente volte, o que colocaria por água abaixo todo aquele esforço para esquecer, para seguir em frente.
Não poderíamos decidir o tempo certo para que aquilo que queremos aconteça, ao invés de ter que aceitar quando acontecem?

Não sei dizer se é bom ou ruim esse “tempo certo” em certas situações entendemos que é muito bom, que foi necessário que acontecesse o nosso amadurecimento para merecermos o que tanto queremos, mas ás vezes não, sempre vai ficar aquela dúvida de “eu estava preparada para passar por isso? Para perder algo que, aos meus olhos, era essencial?...Como disse, é complicado.
Musiquinha para o post de hoje =)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Saudade



Saudade de tantas coisas....

Saudade de amigos que sumiram, que escolheram se afastar ou que simplesmente mostraram que não eram amigos de verdade, mas mesmo assim fazem uma falta enorme. Aquela falta de mensagens engraçadas no meio do dia, de encontros com muitas risadas, de “fofocar” ou de simplesmente pedir um conselho ou desabafar.

Saudade da época de ser criança, como tudo era bom. As preocupações eram sobre “ que cor de canetinha usarei para colorir meu desenho” ou “ que roupinha colocarei na minha boneca”, nada de preocupações gigantescas, nem dores que parecem que a qualquer hora vão acabar conosco.

Saudade de pessoas que entraram em meu coração, mas decidiram não permanecer nele,mas como falam “isso não quer dizer que queremos tê-las de novo em nossa vida”. Acho que na verdade a saudade é dos momentos bons vividos...tantas lembranças, tantas lições aprendidas.

Saudade das tardes sem fazer nada, dos passeios em parques, de assistir desenhos pela manhã, de assistir família dinossauro ou eu, a patroa e as crianças, de jogar video game.

Saudade ás vezes dói tanto a ponto de provocar noites sem dormir e arrancar lágrimas que parecem que nunca vão acabar. Mas também, ás vezes tiram sorrisos por cada pedacinho de lembrança que é revivida.

“Sinto Saudade”

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
Quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
Eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
De pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
Do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
Do penúltimo, e daqueles que ainda vou vir a ter,
Se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
Lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
Provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
De quem disse que viria e nem apareceu;
De quem apareceu correndo, sem tempo de me conhecer direito,
De quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
E de quem não me despedi direito,
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
De gente que passou na calçada contrária da minha vida
E que só enxerguei de vislumbre;
De coisas que eu tive e de outras que não tive, mas quis muito ter;
De coisas que nem sei como existiram, mas que se soubesse,
De certo gostaria de experimentar;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
Não sei aonde,
Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
E nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar
Sentindo saudades em japonês,
Em russo, em italiano, em inglês,
Mas que minha saudade,
Por eu ter nascido brasileira,
Só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria,
Espontaneamente, quando estamos desesperados,
Para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes,
Seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
Ou seja, lá como possamos traduzir saudade
Em outra língua, nunca terá a mesma força
E significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente,
A imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar
Todas as vezes que sinto este aperto no peito,
Meio nostálgico meio gostoso,
Mas que funciona melhor do que um sinal vital
Quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis,
De que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas
Que perdemos ao longo da nossa existência...
Sentir saudade é sinal de que se está vivo!
(Anônimo)